Verso soluço

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Sou, mesmo, um prolixo candidato a escritor, um rebelde sem pausa.
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Tudo em mim se manifesta / de forma e maneira exata / com que eu pareça uma besta.
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Ontem, juro, vi um menino colhendo cultura na lata de lixo.
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Quantos likes merece o WikiLeaks?
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Escrevo sobre a teimosia dessas minhas frases sem dor nem rima.
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Gostava daquele café batido com gemada que deixei esfriando na janela da minha infância.
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Na granja, cedinho, antes da canja do galo, a galinha (com)pôs no poleiro.
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Só o que me motiva são os motivos que tenho.
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Em terra de olho grande, lavajato é colírio.
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Diga-me / meu bem / na ponta da tua língua / quantas dobras tem / minha orelha de origami.
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Por vezes, marco encontro comigo. No subsolo do fundo do poço do meu umbigo. E não vou.
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Então, eu

tentando ser chique,

posando de nobre,

queria, no osso,

frases de Raul Drewnick.

Perdão, seu Raul,

tamanho trambique,

tanto pela rima pobre,

quanto pelo verso soluço,

Não há o que justifique.

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