Dois gumes

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Espreitam agachadas no escuro.
Invisíveis aos olhos comuns.
Esbarram nas paredes da alma.
Abraçam-nos, onipresentes.
Rompem caminhos, alteram planos – apontam trajetos.
Interferem na desordem natural das coisas.
Arrancam certezas pelas raízes.
Disfarçam, entreolham-se e nos atravessam.
Medem forças uma com a outra.
Surgem famintas sem dizer palavra.
Encerram desvios homéricos.
Calam nossas espertezas.
Suspeitam de toda a gente.
Apagam caminhos tortos.
Avivam as esperanças.
A sorte e a morte.

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